terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tratando a cândida através da alimentação


            Você constantemente se sente cansado (a), indisposto (a), com falta de energia? Uma preguiça de fazer as mais simples funções do seu dia a dia? Tem uma vontade louca de comer doces e volta e meia está a procura de algo bem docinho para colocar na boca? A pele coça sem razão aparente? Está freqüentemente doente? O intestino volta e meia está trancado ou solto de mais? Sente-se inchado (a) e com gases? Possui ou já possuiu fungo vaginal ou micose de unha? Tem alterações de humor, irritabilidade, falta de memória e concentração?
            Se você respondeu sim a três ou mais das perguntas acima, é um forte candidato (a) a ser o habitat de uma comunidade de Cândida. Explica-se: a Cândida é um tipo de fungo formado por aproximadamente 200 espécies que habita o nosso intestino normalmente. O problema é quando ela prolifera e ataca mucosas, intestinos, pele e unhas, sugando nossa energia e nos deixando suscetíveis a doenças, infecções e alergias.
            A boa notícia é que essa proliferação só acontece quando damos oportunidade, ou seja, quando estamos levando uma vida desregrada. Um intestino não saudável possui uma baixa comunidade de microorganismos bons, os probióticos. Isso pode acontecer por vários motivos: uso contínuo de antibióticos, baixa ingestão de fibras, consumo de álcool ou outros medicamentos, stress, consumo excessivo de alimentos industrializados... A questão é que esses microorganismos são necessários e indispensáveis para uma boa saúde, pois são eles que cuidam e protegem o nosso intestino de tanta agressão externa. A espécie mais comum de probióticos são os lactobacilos, e eles são responsáveis por fazer nosso intestino funcionar todos os dias, diminuem a produção de gases, aumentam a imunidade e ainda garantem a absorção correta das vitaminas e minerais que estamos ingerindo. Na falta deles, os microorganismos ruins, e entre eles a Cândida, fazem a festa no intestino e vão tomando conta do organismo todo.
            E não pense que só as mulheres podem ter esse fungo, pois os homens também podem ser vítimas da candidíase. Essa infecção é freqüentemente relacionada à mulher por causa da espécie Cândida Albicans, que se instala no canal vaginal quando a imunidade está baixa, dando aqueles indesejáveis sintomas de coceira, corrimento e dor. Isso acontece devido a proximidade entre o canal vaginal e o intestino, o que evidencia ainda mais a importância e o impacto da flora intestinal na flora vaginal. Mas da mesma forma que ela instala-se nesse tecido nas mulheres, pode instalar-se em outros nos homens, gerando as mesmas falta de energia, alterações intestinais, emocionais e alergias.
            A presença aumentada de fungos no organismo pode também fermentar carboidratos e produzir álcool, além de outros produtos metabólicos que levam a uma intoxicação permanente, fazendo um verdadeiro estrago no fígado. E o pior de tudo é que o “alimento” da Cândida é o açúcar, portanto, por mais que a vontade de comer doces seja grande, ela deve ser controlada ao máximo. Os alimentos refinados como pão branco, biscoitos, arroz e macarrão branco, devem ser igualmente evitados, já que, por possuirem um índice glicêmico alto, entram rapidinho na corrente sanguínea como glicose, ou seja, açúcar. Leite de vaca e seus derivados como queijos e iogurtes também são proibidos já que são fontes de lactose, um açúcar que também é combustível para a proliferação da Cândida. Alimentos que criam fungo com facilidade também não devem estar na dieta de pessoas com tendência a candidíase, pois vão contribuir para o aumento da quantidade de fungos no organismo. Portanto nada de bebidas alcoólicas, pães, frutas secas e oleaginosas como castanhas, nozes e amendoim e nas fases mais críticas.
            Tomar uma medicação para fungo ajuda, mas a questão é que se o intestino não for “organizado” é certo que a Cândida volta com tudo logo, logo.
Uma alimentação saudável com alto consumo de fibras, baixo consumo de produtos industrializados, evitando os alimentos alergênicos e os que estimulam a proliferação do fungo é o passo número um para dar um fim nos indesejáveis invasores. O hábito de tomar bastante água (sempre!), evitar ao máximo o tratamento com antibióticos (levam embora microorganismos ruins, mas os bons também!) e uma reposição adequada de lactobacilos e outros nutrientes específicos são a chave para tratar o intestino de uma vez por todas, exterminar os fungos e dar um fim àquela eterna preguiça sem causa!
           Vale lembrar que o ideal é uma avaliação individual com um nutricionista funcional, para que se entendam as causas do problema e se detectem os desequilíbrios orgânicos, para assim tomar as medidas mais adequadas baseadas na individualidade bioquímica de cada organismo.

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