terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Será que a comida japonesa é light mesmo? Veja os prós e contras.



Transcrevo este artigo em que eu e minhas queridas companheiras de trabalho participamos, escrito pelo jornalista Vladimir Maluf para o portal ig.

Se você é daqueles fãs de comida japonesa, que sentam em um rodízio e acham que lá o pecado é menor, cuidado. Como em qualquer restaurante, as escolhas erradas podem deixar seu prato muito calórico e nada saudável. Porém, essa culinária oferece muitos benefícios, se você souber aproveitar seus pontos positivos, de acordo com a nutróloga Vania Assaly, membro da Associação Brasileira de Nutrologia.

O peixe é fonte de uma proteína magra e é rico em uma gordura saudável (Ômega 3). Outro ponto positivo dessa culinária é o uso de temperos com ações bactericidas e digestivas, como o gengibre e a raiz forte, diz Vânia que faz outros elogios. O arroz não é refogado com nenhum tipo de gordura, porém, não se pode esquecer que ele é rico em amido. E há, também, muitas preparações com vegetais e cogumelos excelentes para potencializar a imunidade, defende a nutróloga.

Porém, isso não significa que o consumo esteja liberado. A nutricionista Fernanda Scheer explica que a culinária japonesa pode não ser uma opção saudável se consumida em excesso ou se as escolhas não forem bem equilibradas. E aponta alguns itens que, em excesso, não são nada inofensivos.

Além da possibilidade de consumo exagerado do arroz, que é utilizado no sushi, o shoyo é rico em sódio, que causa retenção de líquidos. Esse molho pode ainda conter uma substância chamada glutamato monossódico, que é tóxica ao organismo se consumida em exagero. Há, também, as preparações gordurosas com cremes e frituras que devem ser evitadas.

A também nutricionista Mariana Fontana pede atenção ao consumo dessas receitas. Como tempurá, guioza, suhis fritos ou com cream cheese, que são mais gordurosos. Cuidado, também, com preparações como o yakissoba, que leva maisena e gordura no preparo do molho, esclarece ela que aconselha a fugir dos rodízios. O peixe é um alimento saudável, mas, em excesso, vai engordar.

Outro mito muito usado como desculpa para se esbaldar da comida oriental é dizer que os japoneses são mais saudáveis. De acordo com a nutricionista Manoela Figuiredo, não necessariamente. A diferenças étnicas e a genética devem ser consideradas. Não são somente fatores alimentares que influenciam no peso ou na saúde de cada indivíduo, afirma a especialista.

Para comer, sem errar
1.
Sirva-se devagar, para que o corpo tenha tempo de perceber que está satisfeito;

2. Escolha as preparações com broto de feijão (de preferência crus), Tepan Yak (peixe grelhado com vegetais) e Robatas (espetinhos de peixe, vegetais ou cogumelos), que acrescentam fibras, vitaminas e minerais à refeição;

3. Procure organizar o seu prato com diferentes escolhas e que se complementem: sashimis, sushis e vegetais. Mas não exagere em nenhum;

4. Evite utilizar shoyo em excesso e as receitas que já vêm cheia dele;

5. Aproveite para comer gengibre – um alimento com ação digestiva e bactericida – e raiz forte – um tempero com sabor acentuado que previne cáries;

6. Shitake e shimeji são excelentes para a saúde, mas peça que sejam preparados com pouca manteiga;

7. Inicie a refeição com um missoshiro (sopa de soja) que, além de ajudar na satisfação, é saudável;

8. escolha os peixes mais gordos, como o atum e o salmão, que são excelentes fontes de Ômega 3, um nutriente muito carente na nossa alimentação e que combate a depressão, má circulação, sobrepeso e doenças cardiovasculares;

9. Nenhum extremo é saudável. Muitas vezes achamos que alimentos classificados como saudáveis podem ser consumidos à vontade. Isso não é verdade;

10. Procure restaurantes confiáveis, pois um prato mal preparado pode esconder bactérias perigosas.

*As dicas são da médica Vania Assaly, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, e das
das nutricionistas Fernanda Scheer, Mariana Fontana e Manoela Figuiredo.


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