terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Estimule seu metabolismo com a dieta dissociada!


São tantas dietas que muitas vezes ficamos perdidos não é mesmo?
Eu, como nutricionista, acho importante conhecer tudo que aparece para poder opinar.
Podem ter certeza que 90% das dietas com títulos como "da lua", "das proteínas", "do sangue" não são interessantes para estimular a mudança de hábitos. Muitas são inclusive bem desequilibradas e podem trazer mais ganho do que perda de peso, já que a perda rapida implica em ganho rápido também.
Não gosto, portanto, de titular uma dieta.
A melhor dieta é aquela que estimula o consumo de alimentos saudáveis como um todo, com o controle das quantidades ingeridas e adaptada à rotina, hábitos e preferências do indivíduo em questão. É isso que funciona a curto e longo prazo.
Mas, nós como seres humanos cheios de ansiedades que somos, muitas vezes queremos uma dieta diferente, que nos estimule e estimule o nosso metabolismo.

Nesse sentido pode ser positivo dar uma variada!
Isso, claro, se a dieta escolhida não excluir nenhum grupo alimentar, não te fazer passar fome ou sentir-se fraco, e se não for feita por um período muito longo.

Dentro desses princípios, uma das maneiras que eu gosto de estimular o metabolismo dos meus pacientes que estão desmotivados é aplicando a dieta dissociada.

Entenda como funciona essa e a dieta do tipo genético no artigo abaixo, em que dei minha contribuição:

Entenda as dietas: dissociada e do tipo genético

As duas têm suas peculiaridades. Portanto, conheça cada uma para entender como funcionam esses programas.

Tipo genético

A dieta do tipo genético foi desenvolvida pelo mesmo médico naturopata que criou a dieta do tipo sangüíneo, Peter DAdamo. O princípio dessa dieta é saber quais alimentos são mais facilmente digeridos por cada indivíduo. A nutróloga Vania Assaly explica que, como seu nome diz, esse programa é baseado no perfil genético de cada paciente. Ela surgiu a partir da teoria de que cada pessoa reage de modo diferente – bem ou mal – a determinados tipos de alimento, explica. Certamente, podemos saber intuitivamente o que nos cai bem e o que não cai, mas, os testes de leitura genética decifram quais alimentos serão favoráveis ou não ao padrão de cada um, informa ela.

Segundo a nutróloga, a vantagem dessa dieta é que se pode descobrir, desde a infância, os alimentos que favorecem o organismo. Indivíduos que deveriam evitar consumo de cafeína ou laticínios, muitas vezes, vão fazer isso apenas quando apresentam doenças. E isso poderia ser evitado desde cedo, exemplifica. Sua função é manter a saúde, através da interação entre gene e nutrição, evitando, assim, problemas de intolerância crônica, explica a nutróloga que acredita nessa dieta. Ela ainda me parece a melhor proposta, pois tenta direcionar o paciente às boas escolhas, definidas pelo padrão genético, evitando várias doenças, inclusive a obesidade e o diabetes, afirma Vania.
Dissociada
O segredo da dieta dissociada, segundo a nutricionista Fernanda Scheer, é não misturar proteínas e carboidratos. Quando esses dois tipos de alimentos são combinados, provocam uma fermentação maléfica para o corpo, pois estimulam a liberação de toxinas nocivas ao organismo e podem influenciar negativamente no funcionamento do metabolismo, explica.

A combinação errada dificulta, também, que o organismo aproveite os nutrientes da refeição e sobrecarrega o aparelho digestório e, conseqüentemente, produz gases e deixa a pessoa com sensação de mal-estar e cansaço. Fernanda relata que isso acontece graças ao aumento da produção de insulina, o que colabora para o armazenamento de gordura. Por isso, quando os alimentos são dissociados, eles não fermentam, o que gera uma perda de peso mais rápida e saudável, conclui.

Outra característica dessa dieta é respeitar rigidamente os intervalos entre as refeições – 4 horas após as refeições principais e 3 horas para os lanches. Se você voltar a comer antes desse tempo,  prejudica a digestão pois a comida ainda está no estômago, faz com que haja a fermentação e desacelera o mebatolismo, esclarece.

Nessa dieta, nenhum alimento está proibido. A restrição está na combinação. A recomendação é, no almoço, comer carboidratos (arroz, batata e macarrão, por exemplo), para dar energia para as atividades do dia. E, no jantar, optar pelas proteínas (carnes, peixes e ovos, por exemplo), diz a nutricionista. Ou o contrário. A desvantagem é a dificuldade para se habituar, pois, ela vai contra a nossa cultura. Mas, o lado bom é que você não precisa ficar contando calorias e desintoxica o corpo.
Erros comunsPara a nutróloga Vania Assaly, não há uma dieta boa para todo mundo. Os novos programas de emagrecimento criam expectativas e dão motivação. O ser humano busca novidades para ter um resultado imediato e isso não dá certo. Portanto, lembre-se que não existem milagres e que a dieta só dará certo quando houver comprometimento com a proposta. A busca incansável pela beleza, sem se preocupar com a saúde, é um erro muito grave, avisa a nutróloga que ainda alerta as pessoas que fazem muitas dietas restritivas. Se o indivíduo faz repetidamente uma dieta com pouca variedade de alimentos, poderá ter deficiências nutricionais e acabar não conseguindo resultados, pois se cansa do mesmo cardápio.

Uma e outra

Ambas as dietas pregam que a sobrecarga da digestão é a origem dos distúrbios metabólicos, entre eles, o ganho de peso e a dificuldade de emagrecer. De acordo com Fernanda, "os processos de digestão e absorção dos alimentos sofrem influências não apenas das escolhas alimentares, mas, também, de fatores externos, como os psicológicos e o estilo de vida - além de presença (ou não) de enzimas digestivas adequadas e de microorganismos benéficos como os lactobacilos no intestino.

Artigo escrito por Vitor Murad para portal ig.

Um comentário:

  1. Realmente a alimentação dissociada me parece interessante, mas não podemos simplesmente incentivar a utilização dos carboidratos juntos em uma refeição, principalmente sobre o cuidado com os grãos. Na minha área, microbiologia, inúmeros fatores normalmente subestimados por médicos e nutricionistas, deveriam ser considerados, principalmente o papel das bactérias e fungos, trazendo aos dias de hoje a teoria do pleoformismo de Béchamp. Enquanto não conhecermos nossas origens, dificilmente teremos resultados eficazes prescrevendo dietas. A maioria dos profissionais da saúde ainda não sabe se o ser humano é carnívoro, herbívoro ou onívoro. Fato que dificulta muito um diagnóstico seguro de disfunções digestórias e consequentemente possíveis evoluções para inúmeras doenças graves.

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