quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ração Humana - eu não gosto e você?


É uma pena que muitas vezes as notícias sobre alimentos se contradizem num curto período de tempo, o que pode deixar as pessoas confusas e inseguras sobre se estão fazendo mesmo as melhores escolhas alimentares.
O grande problema é que há uma busca incessante por uma solução milagrosa para os problemas de saúde, o que leva à um consumo exagerado de um alimento dito saudável, e isso por si só já não é um hábito saudável.
E as indústrias sabem o que o povo quer... ressucitam um fitoterápico usado há anos, divulgam em algumas revistas e aí está o bum da caraluma. Depois misturam todos os farelos que existem por aí e colocam um nome... voilá, mais um produto. Fique atento à isso, pois eles tem a necessidade comercial de estar sempre colocando novidades no mercado, mas nem sempre são novidades e nem sempre são boas pra você.

Eu, particularmente nunca gostei da ração humana. Primeiro porque em geral são indutrializadas, depois porque nem todo mundo precisa de todos os farelos que estão ali (algumas pessoas podem inclusive ter consequencias negativas com o consumo de guaraná em pó por exemplo), e finalmente porque quando misturamos um pouco de tudo o resultado é muito de nada, com a única vantagem de um teor alto de fibras, o que pode ser conseguido de outras maneiras.
Prefiro individualizar o consumo de farelos e focar em um só, dependendo do sintoma e objetivo do paciente - perda de peso, diabetes, memória, pele, celulite, colesterol alto...
A orientação para o consumo dessa mistura, ao meu ver, serviria para uma população e nunca como substituto de refeição.
Mas ninguém quer receber uma orientação tão abrangente não é? Enão sei você, mas eu me recuso a consumir algo que tenha o nome de ração.

Ontem saiu no jornal Folha de São Paulo uma matéria falando sobre isso:

Anvisa veta uso do nome 'ração humana' em rótulo
ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
Na moda em dietas, as "rações humanas", compostas de cereais e fibras e encontradas em mercados em todo o país, estão na mira da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A agência divulgou nesta terça-feira um alerta de que a substituição de uma refeição por esse produto traz riscos à saúde, já que ele não tem todos os nutrientes necessários para a alimentação saudável.
A nota também deve dizer que os produtos não podem usar o nome de "ração humana" nem colocar no rótulo propriedades medicinais, como redução de colesterol.
Estão liberadas frases que informem que o composto faz bem para a saúde (por exemplo, que melhora o funcionamento do intestino).
Mas, para isso, os fabricantes terão que pedir o registro do alimento na Anvisa e apresentar estudos que demonstrem essas características.
A iniciativa surgiu após questionamentos de órgãos de vigilância estaduais sobre esses produtos, afirma Ana Cláudia Araujo, especialista em alimentos da Anvisa.
"O nome `ração humana' pode induzir o consumidor a engano e não diz claramente o que é aquele alimento."
Segundo ela, alimentos vendidos com essa nomenclatura já estão em desacordo com a legislação sanitária.
As empresas responsáveis devem ser notificadas e receberão um prazo para cumprir a medida. Caso isso não ocorra, estão sujeitas a multa de até R$ 1,5 milhão.

O que vale aqui e sempre é a seguinte orientação: nunca coma nada que você não sabe o que seja e nem pra que sirva!


Editoria de Arte/Folhapress

Um comentário:

  1. http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?channel=46&contentID=188582&uf=2

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