quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Do saudável ao junk food: os dois extremos dos EUA

Estive fora alguns dias em uma viagem para os EUA e mais uma vez volto impressionada com a quantidade de opções de lugares e produtos maravilhosos para quem busca uma vida saudável.
Alimentos orgânicos, sem glúten, sem açúcar, alcalinos, cheios de fibras, sem leite, e o melhor de tudo- muito saborosos e não tão caros-, podem ser encontrados a cada esquina, das vendinhas mais simples às conhecidas grandes redes e supermercados.
Nova Iorque e Califórnia parecem ter sido totalmente contaminados pela filosofia orgânica: até as lavanderias têm esse apelo.

Verdade seja dita: este é um país que induz ao consumismo em todos os sentidos, já que a variedade da oferta é imensa.
Roupas, perfumes, sapatos, eletrônicos, cosméticos,  alimentação: é tudo exagerado, rápido, em massa e em porções gigantescas.
É lá, certamente, que encontramos a maior variedade de gostosuras e comidas fast food do mundo: sorvetes, cookies, pipocas, brownies, cupcakes de todos os tamanhos, cores e sabores imagináveis.
Isso sem contar os hot dogs, french fries, hamburguers, onion rings, salgadinhos chips e tudo de mais gorduroso que possa existir.

Mas, por outro lado, é também o país também o pioneiro (disparado!) no mercado "healthy". Até os produtos industrializados conseguem resultados impressionantes, sem que haja a perda completa dos nutrientes e nem o acrescimo de químicas e ingredientes desnecessários.
Iogurte com lactobacilos (de verdade ;)), papinhas de bebê orgânicas e sem conservantes, sushi de arroz integral, barrinhas de cereais sem os altos índices glicêmicos como as daqui, granola adoçada com agave, danoniho sem corante e sem açúcar são algumas das várias coisinhas encontradas lá, que enlouquecem qualquer nutricionista ou amante de comida saudável.
O próprio Mc Donalds oferece opções orgânicas em seu menu, e existem os restaurantes fast foods em versões saudáveis como o "Better Burguer".
E o melhor de tudo são os preços, bem diferentes dos daqui.
Uma caixa de leite de amêndoas por aqui, por exemplo, custa mais que R$10,00.
Lá, encontra-se facilmente por menos de U$2,00.

Claro que isso tudo acontece também porque ser orgânico, natural e sustentável é hoje em dia, sinônimo de pessoa cool, saudável, informada e consciente, e todas as empresas alimentícias querem ter essas características associadas à a sua marca.

Mas, se o conceito orgânico invadiu os Estados Unidos, é também sinal que existe um público cada vez maior para isso. Um público mais mais informado e exigente, que já entendeu que o consumo de alimentos "calorias vazias" e cheios de química, só vão gerar uma caminhada a passos largos para doenças bem sérias como câncer, obesidade e diabetes. Isso sem contar a curto prazo os desequilíbrios que causam: de baixa imunidade, disposição física, há gastrite, dores de cabeça e dificuldades de concentração.

Se há a oferta dessa magnitude é porque há a procura, e isso já demonstra uma mudança profunda de consciência da população com os maiores índices de doenças causadas pela obesidade.
Mesmo que ainda seja comum encontrarmos aquelas família inteira de americanos obesos mórbidos (principalmente em cidades menores) acredito que já há um movimento de diminuição dessa filosofia de vida, em que as crianças já nascem comendo salgadinho chips. Parece que as pessoas estão se dando conta que comer bem pode ser bom.

Vejo isso acontecer também no Brasil, mas num ritmo mais lento.
Dificuldades de acesso, preços proibitivos e desinformação ainda dificultam um pouco a divagação dessa cultura.
Mas ela vêm acontecendo, e torço para que que cresça a cada dia, para que assim seja cada vez mais fácil nos nutrirmos com saúde.

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