segunda-feira, 24 de junho de 2013

Meu depoimento sobre gravidez e amamentação





Tem mulheres que odeiam a gravidez. 

Reclamam por que enjoam, têm azia, mal estar, inchaço… 

Até entendo, deve ser mesmo muito chato passar por tudo isso. 

Como eu não sinto absolutamente nada ruim, simplesmente amo estar grávida. 

Fora o sono e o cansaço dos primeiros três meses, os hormônios da gravidez só me fazem bem, e essas são sempre as melhores fases da minha vida.

Foi assim na gravidez das minhas duas filhas.

Depois do primeiro trimestre tinha tanta disposição que trabalhei nas duas vezes até a semana que antecede o parto. 

Chega a ser irritante para quem passa por tudo isso, eu sei. 

Mas é claro que o fato de eu ter uma busca por hábitos ainda mais saudáveis nesse período também ajuda bastante a amenizar todos esses sintomas.

Vou dividir com vocês um pouco da minha experiência de duas gestações super tranqüilas.

Desde o momento do teste positivo, faço uma reflexão sobre como estão meus hábitos alimentares.

Por mais que, como nutricionista, eu tenha sempre um olhar atento às minhas escolhas, sempre há o que melhorar. 

Algumas medidas imediatas são: aumentar a variedade e quantidade de frutas e verduras consumidas e de preferência orgânicos.

Porque às vezes nos acomodamos a consumir sempre a mesma coisa e, na gravidez, nada mais importante para garantir uma boa nutrição do que a variedade.

Eu por exemplo adoro comer mamão de manhã.

Especialmente na gravidez procuro alternar com outras frutas como morango, kiwi, abacate, pêra, maçã…

Assim o organismo recebe todas as vitaminas que precisa.

No café da manhã, portanto, a mesa é composta de iogurte natural, frutas, linhaça, chia, aveia, pão integral ou sem glúten, tofu, leite de aveia ou de arroz, ovo, castanhas, xarope de agave ou mel, tahine (pasta de gergelim), entre outros.

Esses alimentos fornecem nutrientes como magnésio, ômega 3, fibras, cálcio, vitamina C, E, proteínas e carboidratos complexos, fundamentais para uma gestação saudável e desenvolvimento adequado do bebê.

Nos lanchinhos as escolhas variam entre frutas, barrinhas, cookies integrais, shakes de proteína de arroz, suco verde e torradas integrais ou sem glúten. 

Até aqui não faço grandes mudanças da minha alimentação habitual.

É nas refeições principais que acabo fazendo mais mudanças, procurando incluir um alimento de cada grupo e variando na escolha de todos. 

Muita salada, vegetais crus e cozidos, uma porção de um carboidrato saudável como quinua, arroz integral, batata doce, inhame, uma porção de feijão, lentilha ou grão de bico (pelo menos duas vezes na semana) e uma porção de carne magra. 

Amo comer peixe, mas na gravidez limito o consumo a três vezes na semana, para não correr risco de consumir em excesso um metal tóxico presente na água do mar, o mercúrio.

Não gosto muito de carne vermelha, mas como a anemia é praticamente certa na gestação, incluo esse alimento no meu prato por pelo menos duas vezes na semana.

Como não amo o bife, escolho preparações como quibe, almôndegas ou bolinhos de carne.

Um limão espremido na salada ou na carne aumenta em 30% a absorção do ferro da refeição, então eu sempre faço isso na gravidez, principalmente quando como carne ou feijão.

Sei da importância do ovo nesse período, pois é rico em um nutriente chamado colina, importante para o desenvolvimento cerebral do bebê.

Por isso, especialmente nos primeiros três meses, esse alimento está presente no meu prato em todos os dias. 

Incluo o abacate em vitaminas ou amassadinho com banana e mel. 

Frango, ovo e a tudo que encontrar das frutas e vegetais são orgânicos.

Evito alimentos como embutidos, enlatados, preparações gordurosas, fritas ou muito salgadas e qualquer excesso de alimentos industrializados.

O único adoçante que uso e que indico é o a base de stévia.

Claro que nem tudo é perfeito e, apesar de normalmente não ser chocólotra, os hormônios da gravidez aumentam muito a vontade por doces, pelo menos para mim. 

Claro que procuro optar por coisinhas mais saudáveis como chocolate amargo ou orgânico, bolos ou bolachinhas integrais, mas nem sempre dá para ficar só nisso, confesso. 

Como nessa ultima gravidez tive um princípio de diabetes gestacional (que, segundo o médico, ocorreu pela produção descontrolada de hormônios pela placenta, nada a ver com a alimentação- no meu caso, que fique claro!), tive que controlar a força o consumo de doces e de carboidratos.

Senti na pele o que um diabético passa e vi que não é nada fácil.  

Mas só através do controle alimentar tudo voltou ao normal.

Além de aprender muito sobre o assunto, isso até me ajudou a não ganhar tanto peso e depois ficou tudo super normalizado. 

Com esse tipo de alimentação ganhei perto de 10 kg nas duas gestações, que são eliminados naturalmente com a amamentação.

Tive parto normal nas duas vezes e foi muito tranqüilo.

Foram experiências maravilhosas e bem diferentes.

Na primeira filha tive contrações uma noite inteira, com dor e tudo mais, e agora na segunda a bolsa estourou e quase não tive dor.

O parto normal também ajuda na recuperação mais rápida do corpo, sem contar que o pós parto é muito fácil, já que não é um procedimento cirúrgico. 

Sou suspeita para falar nesse assunto, pois acredito que muitas das cesarianas feitas hoje em dia são desnecessárias, muito por culpa e comodismo dos médicos, o que fazem com que a mãe e o bebê percam a oportunidade de passar pela linda experiência de ter um parto normal.

Não que um parto de cesariana não seja lindo também, mas acredito que em muitas situações o parto normal poderia ser possível, claro, se for do desejo da mãe. (Não vou me estender nesse assunto, pois dá “pano para manga”).

No período de amamentação mantenho a alimentação de antes, mas de olho nas quantidades, até porque a fome é grande, e se deixar a gente ganha peso ao invés de perder.

Para evitar as cólicas no bebê eu evito ainda mais nessa fase (pq já evito normalmente) o consumo de leite de vaca e derivados.

Mas tudo sem radicalismos, sei que um iogurte ou um chocolatinho de vez em quando não farão mal algum. 

Acredito que alimentos como feijão, chocolate, cebola, brócolis e couve flor, só causam cólicas no bebê se forem consumidos em quantidades muito grandes, o que não é o caso, por isso não corto esses alimentos do meu cardápio, até porque são extremamente saudáveis. Tudo é equilibrio.

Outra coisa bem óbvia que é importante na amamentação é o consumo de líquidos. Eu alterno a ingestão de água com a de água de côco e acabo tomando quase 3 litros por dia.

Claro que acima de tudo isso, para uma boa amamentação, é fundamental estar tranqüila, calma e desejar de verdade estar vivendo esse momento que é tão especial e único na vida da mulher.

Até porque a produção de leite é feita por estímulo de hormônios que são bloqueados no stress.

Com relação ao peso, sei que muitas mulheres tem uma pressa absurda para ter o corpo de antes da gravidez, mas a verdade é que quanto menos pressa, melhor.

Não que eu ache que devemos nos acomodar, mas tudo tem seu tempo.

Eu dedico 6 meses da minha vida exclusivamente para o bebê e depois vou organizar meu tempo para a atividade física, por exemplo.

Minha segunda filha vai fazer um ano e é agora que eu estou voltando ao peso que tinha antes de engravidar dela.

Temos que entender que o corpo muda mesmo, mas pode mudar para melhor com uma alimentação equilibrada e a pratica de uma atividade física frequente.

Mas tudo no seu tempo!

Quem tem bons hábitos para a vida nunca terá problemas, pois sabe que o peso da gravidez vem e vai, e a saúde sempre fica ok? Para a mãe e para o bebê!

Espero que tenham gostado das dicas e de saber um pouco sobre a minha experiência.
 
 



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Bolo de cenoura funcional sem leite e sem glúten




Postei essa receita no instagram (@fernandascheernutri) essa semana, mas resolvi colocá-la aqui também para que os seguidores do blog possam ter acesso, e também porque por aqui é mais fácil de visualizar.

Bolo de cenoura funcional

Ingredientes:
3/4 xícara de óleo de girassol
3 ovos orgânicos
1 xícara de açúcar demerara
2 cenouras grandes descascadas e picadas
1 xícara de farinha de arroz
1 xícara de fubá
1 pitada de sal
2 col. de sopa de fermento químico em pó
2 col. de sopa de farinha de linhaça ou chia

Calda:
1 col. de sopa de óleo de côco
4 col. de sopa de cacau em pó
4 col. de sopa de açúcar demerara ou agave ou mel
5 col. de sopa de leite de arroz, amêndoa ou leite de côco

Bata o óleo, os ovos, o açúcar e as cenouras no liquidificador, até ficar homogêneo.
Despeje essa massa numa vasilha e acrescente as farinhas de arroz e fubá, o sal e a linhaça e bata até incorporar. Acrescente o fermento e mexa com uma colher ou espátula.
Coloque numa forma untada com óleo de girassol ou de côco e farinha de arroz.

Para a calda, coloque os ingredientes em uma panela e espere ferver, depois despeje sobre o bolo assado.

Fure o bolo com um palitinho antes de colocar a calda, para que entre na massa.

Fica uma delícia, muito parecido com a versão original e muito mais nutritivo e de mais fácil digestão.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Receitinha desejada: Torta funcional com creme de avelã - sem glúten e sem lactose!



Essa torta é M A R A V I L H O S A!
Não perde em nada para receitas tradicionais e é feita só com ingredientes nutritivos.
Sem glúten, sem lactose, sem gorduras do mal, cheia de fibras e ingredientes funcionais.
Não é demais perceber que isso é possível?

Mas quem foi a cabeçinha que juntou todos esses ingredientes para conseguir esse resultado? 
Já falei dela no instagram... a culinarista maravilhosa Lidiane Barbosa.
Sem palavras para descrever o quanto essa mulher é talentosa e criativa (vejam o site dela www.lidianebarbosa.com.br).
Apesar da Lidiane morar em Blumenau, ela faz o trabalho de personal cook aqui em São Paulo, se solicitado.
Inclusive trabalhamos juntas nesse trabalho- eu monto o cardápio, de acordo com as necessidades da casa, e a Lidiane ensina as receitinhas funcionais.
De qqer forma estamos SIM organizando cursos para agosto, assim ela pode ensinar todas as gostosuras que sabe para um grupo maior de pessoas. 
Fiquem de olho no nosso insta, ok? @fernandascheernutri e @lidibarbosa11

Agora segue a receita!
Você vai precisar dar um pulo numa casa de produtos naturais estilo mundo verde, para comprar os ingredientes. 
E terá que ter a biomassa de banana verde em casa. 
Já ensinei num post antigo como faz, super fácil!

Torta funcional com creme de avelã

Ingredientes:
Massa

1 xícara de farinha de arroz integral
1/2 xícara de açúcar demerara
1/2 xícara de amaranto ou quinua em flocos
2 col. de sopa de manteiga ghee (ou use manteiga normal mesmo)
1 ovo batido
1/2 xícara de leite de arroz ou amêndoas
2 col. de sopa de semente de chia
1 col. de sopa de canela
1 col. de sopa de fermento


Modo de preparo:
Misturar todos os ingredientes com as mãos e colocar em uma forma de fundo removível "recheando" o centro e as laterais, levar ao forno pré aquecido a 180 graus por aproximadamente 30 minutos.


Ingredientes do recheio:
1/2 xícara de avelãs
1 col. de sopa de óleo de girassol
150g de chocolate 70% cacau
3 col. de sopa de agave
1 xícara de biomassa de banana verde
3 claras em neve
2 col. de sopa de linhaça
2 col. de chá de agar agar (tem em lojas de produtos naturais)


Modo de fazer:
Em um liquidificador bata as avelãs e o óleo.
Acrescente aos poucos o chocolate picado, a biomassa, a linhaça, o agave e o agar agar.
Quando a mistura estiver homogênea misture delicadamenre as claras em neve.
"Rechear" a massa e levar a geladeira.


Delícia!